quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eu'silencio (presente do indicativo)

Tenho uma palavra a dizer...

Que ainda não foi inventada
tenho uma palavra e em seu lugar,
há nada...

Ouvi uma palavra calada

Alguma coisa...
sendo imaginada,
porém, seu som
... ainda, é nada.

De que serve uma palavra dessa?
Esforço-me pra falar
mas não tem pressa
é como um pensamento...
que não se interessa
a fazer...
sua essência expressa

De todas as coisas...
que no mundo um ser versa
a minha fala ficou a mercê dessa


Quem é tu que se dispersa?
Vem pra cá e te confessa!

Nem que seja só uma letra

Ao menos a que te começa
Diga, ainda que com uma caneta

...não me fuja à fala
como um cometa
não me mate a bala
sem uma conversa

Desatravessa, depressa...
te expressa à tinta
mas não minta
te expressa ou deixa...
de fazer...
... com que eu te sinta

Deixa eu entender ...
se acabou a tinta,
se cessou a fala,
porque tu te cala...
se não há mais letras...
se não há espaço
...ou não é o tempo

Pois no silêncio...

a de se perceber o teu alarde
e não será mais tarde,
é agora!
... No espaço desse momento
o teu silêncio arde...
e eu quase posso ouvir
tu, sem voz, se dizer...

... me aguarde...



Igor Barbosa






4 comentários:

Pedra do Sertão disse...

Domingo, dia de me atualizar...ver os blogs amigos... passear pelas ideias e pelo presente. Abraço

wes&graah disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Wes'Jakson disse...

ei meu camarada...gostei do seu Blog
esse texto foi o que mas me chamou a atenção...escreves de uma forma surpreendente parabéns...braço e fica na paz...

Viviane do Nascimento. disse...

"Deixa eu entender ...
se acabou a tinta,
se cessou a fala"

Eu diria que aquele velho nada
Deve estar presente.
E as respostas devem estar ausentes.
Não diga nada, não me digas! Porque o nada já fala de tristeza suficiente.

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