segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Desperto


















Distante de mim permaneço perto...
E o meu ser assim dorme desperto

Como algo que encosta-se a mim
Mas que não se sabe ao certo...

O que não se fala, absurdo!

...Certo do que sou, assim
Tão longe ou tão perto...
Vivo na multidão de mim
Um tumultuado deserto!

Acordo no que discordo...
Desperto, caminho um sonho
Que eu mesmo bordo

Cada traço, um laço medonho
Sonhei que estava acordado...

Me perguntei, quando sonho?

E se no que sonho...eu...
Fui ou não fui sonhado ?
de todo caminho que fiz
até meu sonho foi desprezado!

Pois do tumulto que sou, deserto!
Não sei do pouco, o que foi pra mim...
Um todo quase que incerto
é sonhando assim... desperto.



( M.M. / Eu’s )

Um comentário:

Pedra do Sertão disse...

Para ampliar essa temática, passe pelas poesias de Mário de Sá-Carneiro. Penso que irá gostar! abç

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